domingo, 30 de abril de 2017

Denotação e Conotação

A língua portuguesa é muito rica, criativa e esta em constante evolução, cuja, as palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas também uma variedade de significativos. Isso devido ao contexto em que ocorrem e as vivencias e conhecimentos das pessoas que a utilizam.
As variações nos significados das palavras ocasionam o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo (conotação) das palavras. O sentido denotativo também é conhecido como sentido próprio ou literal e o sentido conotativo também pode ser conhecido como sentido figurado.
Ex:
·         Os domadores conseguiram prender a fera. (sentido denotativo)
·         Aquele aluno é fera em português. (sentido conotativo)

 Denotação: 

- Palavra com significação restrita 
- Palavra com sentido comum do dicionário 
- Palavra usada de modo automatizado 
- Linguagem comum 


 Conotação 
- Palavra com significação ampla 

- Palavras cujos sentidos extrapolam o sentido comum 
- palavra usada de modo criativo 
- linguagem rica e expressiva                                                        



Denotação

É uma palavra usada no sentido denotativo quando apresenta seu significativo original, mais objetivo e comum, que muitas vezes associado ao primeiro significado que aparece nos dicionários, tendo um significado mais literal. Podemos entender que a denotação tem como finalidade informar algo com mais clareza e objetividade, sendo pratico e utilitário. Assim, podemos verificar esse uso em textos informativos, como jornais, bulas de medicamentos, manuais de instrução e etc.
Exemplos:
·         O coelho é um mamífero.
·         O mecânico já consertou o carro.
·         Já construímos a casa.


Conotação

Uma palavra usada no sentido conotativo (figurado) quando apresenta diferentes significados, podendo ter diferentes interpretações, isso conforme o contexto em que aparece. São palavras que refere a associações e ideias que vão além do sentido original da palavra, assumindo um sentido figurado ou simbólico.
A conotação é usada principalmente numa linguagem poética e na literatura, mas também é empregada em conversas do dia a dia, letras de músicas, anúncios e outros.
Exemplos:

·         Você é meu sol.

·         Você tem o coração de pedra.


  Neste quadrinho acima podemos verificar o uso do sentido conotativo empregado em sua linguagem. A resposta “Você está aqui porque o dono do bar deixa você pendurar a conta até o fim do mês” utiliza uma linguagem figurativa, pois “pendurar a conta” quer dizer, consumir ou postergar o pagamento. 




Pressuposto e Subentendido

Os Implícitos

    As informações explícitas são aquelas manifestadas pelo autor no próprio texto. As informações implícitas não são manifestadas pelo autor no texto, mas podem ser subentendidas. Muitas vezes, para efetuarmos uma leitura eficiente, é preciso ir além do que foi dito. Fica a cargo de o leitor ir além da informação, identificando e compreendendo as informações implícitas ou seja, nas entrelinhas.

Os pressupostos são de mais fácil identificação, estando sugeridos no texto. Os subentendidos são deduzidos pelo leitor, sendo da sua responsabilidade.

Exemplos:

- Heloísa está cansada de ser professora.


Pressuposto: Heloísa é professora.
Subentendido: Talvez porque o salário é baixo ou há muita indisciplina.


- Infelizmente, meu marido continua trabalhando fora do país

Pressuposto: O marido está trabalhando fora do país e a mulher não está satisfeita com essa situação.
Subentendido: Talvez por ter melhor salário fora do país ou por não encontrar trabalho no seu país.

Pressupostos são ideias não expressas de maneira explícita num discurso, mas que podem ser percebidas a partir de certas palavras ou expressões que foram utilizadas. Quanto a utilização de pressupostos, eles devem ser sempre verdadeiros ou aceitos como verdadeiros, pois são os responsáveis por construir as informações consideradas explícitas.

Uma frase pode ter vários pressupostos e subentendidos.

Na frase: "O João não pode mais dirigir um carro", o pressuposto é que o João antes dirigia um carro. Quanto ao subentendido, podem existir vários. Talvez o João não dirija mais porque a sua carteira de motorista foi cassada ou por ter sofrido um acidente grade. São diversas as possibilidades de interpretação neste caso.

Como pressuposto entendemos que Jon antes tinha xampu.

sábado, 29 de abril de 2017

Ambiguidade

Ambiguidade é a qualidade ou estado daquilo que pode ter mais do que um sentido ou significado, pode estar em palavras, frases ou expressões. É bastante aplicável em textos literários, poético ou humorístico, mas deve ser evitado em textos científicos ou jornalísticos.
 Exemplos de quando ocorre duplicidade de sentido em frases:
·                    A menina disse à colega que sua mãe havia chegado.
A frase é duvidosa pois não se sabe quem chegou: a mãe da menina ou a mãe da colega?
·                    Ouvi falar da festa no restaurante.
Na frase ele ouviu falar da festa quando estava no restaurante ou ouviu falar da festa que acontecia no restaurante?
            A ambiguidade pode ser utilizada na língua portuguesa como recurso estilístico por escritores que queiram explorar o duplo sentido de palavras. Neste sentido, a ambiguidade se encaixa na classificação de licença poética.
            Um dos grandes exemplos do uso da ambiguidade na literatura brasileira está no Poema do Contra de Mário Quintana:

Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho

Eles passarão


Eu passarinho!

Coesão e Coerência

Para um texto ter um sentido completo, na qual transmita a mensagem necessária, a coesão e a coerência devem estar trabalhando em união para que haja sentido.
A coesão nada mais é que a ligação harmoniosa entre os parágrafos, fazendo com que fiquem ajustados entre si, mantendo uma relação de significância. Dito de outro modo, a coesão se refere aos mecanismos de encadeamento lógico–semântico do conteúdo apresentado. Ela é, assim, responsável por criar relações entre o que é dito, de modo a orientar o(a) leitor(a) na construção dos sentido.
Exemplo:
Gabriel estuda.Gabriel trabalha. (esse exemplo não é coeso pois não estabelece uma conexão)
Paulo estuda e trabalha. (Corrigindo o exemplo, agora ele está coeso pois adicionamos o e).
Para melhor entender como isso se processa, imagine um texto sobrecarregado de palavras que se repetem do início ao fim. Então, para evitar que isso aconteça, existem termos que substituem a ideia apresentada, evitando, assim, a repetição. Falamos das conjunções, dos pronomes, dos advérbios e outros. Como exemplo, verifique:
A magia das palavras é enorme, pois elas expressam a força do pensamento. As mesmas têm o poder de transformar e de conscientizar.
Podemos perceber que as expressões: elas e as mesmas referem-se ao termo - “palavras”.
A coesão pode ser articulada através de conjunções, quer dizer, pelos chamados operadores argumentativos, que são os elementos de ligação que conectam as diferentes frases e ideias.

Existem operadores argumentativos de várias ordens. Veja alguns casos:

Adição ou continuação: além disso; ademais; não só . . . mas também . . . ; também.

Causa e consequência: consequentemente; como resultado; assim; portanto; logo; em razão de; em decorrência de.

Contraste e ressalva: salvo; exceto; porém; contudo; todavia; entretanto; embora; mas; pelo contrário; em contraste.

Certeza: certamente; indubitavelmente; inquestionavelmente; evidentemente.

Condição: caso; a não ser que; a menos que.

Dúvida: talvez; provavelmente; possivelmente.

Esclarecimento: por exemplo; isto é; equivale a dizer; em outras palavras; dito de outro modo.

Relevância: em primeiro lugar; principalmente; primordialmente.

Proporção: à medida que; ao passo que.

Intenção: com o fim de; a fim de; com o intuito de; para.

Resumo (recapitulação): em suma; em síntese; em resumo; em vista disso.

Semelhança: igualmente; da mesma forma; do mesmo modo; por analogia; de acordo com; assim como.

Imprevisto: inesperadamente; imprevistamente.

Relação de tempo: imediatamente; após; agora; atualmente; frequentemente; às vezes; sempre; ocasionalmente; simultaneamente; nesse meio tempo; nesse ínterim.

Retificação: aliás; ou melhor.

Coerência é a propriedade do texto que permite que se construa sentido a partir dele, estabelecendo relação entre suas partes e entre o próprio texto e a situação de sua ocorrência, para isso é necessário observar os seguintes princípios: princípio da não contradição (o texto não pode conter ideias que se contradigam e prejudiquem a sua lógica interna); princípio da não tautologia (o texto não deve ficar repetindo ideias excessivamente, visto que esse vício de linguagem confunde a comunicação efetiva dos sentidos do texto); e princípio da relevância (as ideias devem ser necessárias ao sentido e apresentadas de modo completo e em diálogo entre si, sem fragmentação, isto é, sem junção aleatória de ideias desconectadas).
Aquele garoto não gosta de futebol e, portanto, fica chamando seus amigos para jogar (incoerência, porque quem não gosta de um esporte evita praticá-lo).
Fanático por futebol, o pai de João obriga o filho a jogar. Mas aquele garoto não gosta de futebol e, portanto, fica chamando seus amigos para jogar. Assim, ele pode ficar a um canto enquanto os amigos jogam, e a algazarra que fazem dá ao pai a falsa impressão de que o filho está se divertindo (coerência restabelecida por acréscimo de informações ou contexto, ficando assim coerente para os leitores/ouvintes).
Quando falamos sobre coerência, nos referimos à lógica interna de um texto, isto é, o assunto abordado tem que se manter intacto, sem que haja distorções, facilitando, assim, o entendimento da mensagem.






Pontuação



Os sinais de pontuação representam os recursos atribuídos à escrita. Dentre suas muitas

finalidades, está a de reproduzir pausas e entonações da fala.

Para que servem os sinais de pontuação? 

No geral, para representar pausas na fala, nos casos do ponto, vírgula e

ponto e vírgula; ou entonações, nos casos do ponto de exclamação e de

interrogação, por exemplo.

Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação

reproduzem, na escrita, nossas emoções, intenções e anseios.

Vejamos aqui alguns empregos:

1. Vírgula (,)

É usada para:

a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O

menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu.

Nessa oração, a vírgula separa os verbos.

b) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer!

c) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião.

d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto:

1. Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para

aquele copo suado! (antecipação de complemento verbal)

2. Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação

de adjunto adverbial)

e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja,

por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.

f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009.

g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim,

é muito mais do que esperava.



2. Pontos

2.1 - Ponto-final (.)

É usado ao final de frases para indicar uma pausa total:

a) Não quero dizer nada.

b) Eu amo minha família.

E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs.





2.2 - Ponto de Interrogação (?)

O ponto de interrogação é usado para:

a) Formular perguntas diretas:

Você quer ir conosco ao cinema?

Desejam participar da festa de confraternização?

b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa

diante de uma determinada situação:

O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação)

Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso?

(surpresa)

 Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que

imagino? (expectativa)


2. 3 – Ponto de Exclamação (!)  

Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias:

a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como:

entusiasmo, surpresa, súplica, ordem, horror, espanto:

Iremos viajar! (entusiasmo)

Foi ele o vencedor! (surpresa)

Por favor, não me deixe aqui! (súplica)

Que horror! Não esperava tal atitude.  (espanto)

Seja rápido! (ordem)

b) Depois de vocativos e algumas interjeições:

Ui! que susto você me deu. (interjeição)

Foi você mesmo, garoto! (vocativo)

c) Nas frases que exprimem desejo:

Oh, Deus, ajude-me!

Observações dignas de nota:

* Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo,

questionamento e admiração, o uso dos pontos de interrogação e

exclamação é permitido. Observe:

Que que eu posso fazer agora?!

* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro

sentimento, não há problema algum em repetir o ponto de exclamação ou

interrogação. Note:

Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo.


3. Ponto e vírgula (;)

É usado para:

a) separar itens enumerados:

A Matemática se divide em:

- geometria;

- álgebra;

- trigonometria;

- financeira.

b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse

nada, apenas olhou ao longe, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho

com seu cão.

4. Dois-pontos (:)

É usado quando:

a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala:

Ele respondeu: não, muito obrigado!

b) se quer indicar uma enumeração:

Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não

brigue com seus colegas e não responda à professora.


5. Aspas (“”)

São usadas para indicar:

a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra

um início firme. Ainda na edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2

bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line,

30/01/09)

b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: Nada pode com a

propaganda de “outdoor”.

6. Reticências (...)

São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de

continuidade ao que se estava falando:

a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa,

O bem que neste mundo mais invejo?

O brando ninho aonde o nosso beijo

Será mais puro e doce que uma asa? (...)

b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade...

c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal...


7. Parênteses ( )

São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer

simples indicações.

Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por

isso, há o predomínio de vírgulas).


8. Travessão (–)

O travessão é indicado para:

a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:

- Quais ideias você tem para revelar?

- Não sei se serão bem-vindas.

- Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a

elaboração deste projeto.

b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos

parênteses:

Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar

certo.

Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado.

c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:

O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante

esforçada.

Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando – meu melhor

amigo.

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/pontuacao.htm



Curiosidades!!!

“ Um homem rico estava muito doente, pediu papel e caneta e assim escreveu: Deixo meus

bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Morreu antes de fazer a pontuação.

O sobrinho fez a seguinte pontuação: Deixo meus bens à minha irmã? Não, à meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

Já a irmã pontuou assim: Deixo meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho. Jamais será

paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

Então veio o alfaiate e: Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho, jamais! Será

paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

Aí, chegaram os pobres descamisados: Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu

sobrinho, jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.

E ainda tem gente que fala que uma vírgula não faz a menor diferença! ”